- PROGRAMA AVANÇAR - Informações

- CURSO PARA EDUCADOR DE INFÂNCIA E PARA PROFESSOR DO 1º CEB 
    Licenciatura em Educação Básica - Informações Candidatura 2010

- MESTRADOS DE HABILITAÇÃO PARA A DOCÊNCIA - Inscrições Abertas
 Educação Pré-Escolar 
 Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º CEB

- MESTRADOS DE APROFUNDAMENTO DE SABERES DOCENTES - Inscrições Abertas
 A Criança a as Artes 
Dificuldades de Aprendizagem
Educação Especial - Domínio da Intervenção Precoce

- ESCOLA PROFISSIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL - Apoiado pelo Ministério da Educação

- ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR


Subscrever
Remover

Login:
Pass:
 
 

SAÍDAS PROFISSIONAIS

Empregabilidade dos recém-licenciados da ESEI Maria Ulrich

A ESEI Maria Ulrich encara a pessoa como um todo, na íntegra, incluindo a dimensão espiritual, valorizando e respeitando as relações inter-pessoais.

Procura formar profissionais competentes que participem activamente na sua auto-educação e intervenham activa e positivamente na comunidade.                    
 
 
Pretende com a sua formação, que o futuro educador:

  • Adquira os conhecimentos e desenvolva as competências e as atitudes necessárias ao exercício da profissão.
  • Vá construindo um projecto educativo em comum com outros profissionais.
  • Saiba corresponder às grandes necessidades da criança, ajudando o seu pleno desenvolvimento quer no plano físico quer no plano espiritual e psicológico.
  • Aprenda a colaborar com a família das crianças que lhe são confiadas.
  • Procure inserir-se na realidade em que vive e trabalha, dinamizando e transformando as instituições que prestam serviço à criança e à família. 

As principais saídas profissionais para o futuro educador são:

  • Creches e Jardins de Infância particulares e oficiais.
  • Centros de Actividades de Tempos Livres para crianças em idade escolar e pré-adolescentes.
  • Colónias de férias; Bibliotecas Infanto-Juvenis.
  • Serviços de pediatria em Hospitais e Clínicas.
  • Instituições de atendimento a crianças com necessidades educativas especiais.
  • Atendimento a crianças e famílias em situação de risco.
  • Serviços Educativos de Museus. 

Testemunhos

A DONA DO COLO
Sofia Ferreira 28 anos
Finalista da licenciatura em Educação de Infância

«Nós não tomamos conta de ninguém!». Assim que diz a frase, Sofia ferreira teme Ser mal interpretada e explica: «Isto é, óbviamente que estamos lá para cuidar das crianças, para dar imenso colo, mas o nosso trabalho vai muito para além disso. Somos um canal para a aprendizagem e também testemunhas privilegiadas da evolução dos "nossos" meninos. E é isso que torna a profissão tão rica!»

Delicada e juvenil, com um brilho indesmentível nos olhos, esta finalista da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, diz ter encontrado a sua vocação, após uma procura que a levou a frequentar o primeiro ano de Antropologia.

«Desde sempre que procurei estar perto dos outros, compreender o que os move e os realiza, mas aquele não era o meu caminho». Ser educadora de infância não foi, portanto, a concretização de um desejo antigo, mas uma decisão que se revelou apaixonante. «A minha irmã já frequentava a Maria Ulrich e quando enveredei por este caminho percebi que tinha feito a opção certa no momento certo, especialmente quando iniciei o estágio inicial numa creche, que ainda hoje é o tipo de trabalho que prefiro. Ser educadora de infância é a minha vida e as crianças percebem perfeitamente quem se entrega a cem por cento.»

As conquistas de autonomia e individualidade, o contacto permanente, os laços de afectividade que se criam e «também, certamente, os momentos de tristeza ou de tensão» das crianças que tem a seu cargo, compõem uma ementa diária que Sofia não consegue dispensar.

Prestes a terminar o quarto ano, os olhos já estão postos no futuro. «Sem nunca deixar de exercer a profissão, a minha ideia é apostar na formação em áreas como a expressão plástica e dramática, a psicologia ou as necessidades educativas especiais».

Sofia optou pelo horário pós-laboral e hoje divide-se entre as aulas e a creche da Assembleia da República. «Esta é uma escola virada para a vida activa, que nos prepara para quase tudo, e senti a necessidade de entrar nesta realidade mesmo antes de acabar o curso», afirma.

É que existem desafios que nenhuma preparação académica acautela. «Por exemplo, quando os pais chegam de manhã muito contentes porque a criança começou a andar no dia anterior, muitas vezes nós já observámos os primeiros passos. Mas é óbvio que nunca lhes dizemos isso. Os pais sentem-se culpados por passarem pouco tempo com os filhos e quem somos nós para lhes tirarmos essas alegrias?»

In Revista Pais&Filhos, Abril de 2008

 

Rita Ribeiro Madureira  (Suécia, 10 de Julho 2008)

”Caminhos diferentes percorremos, mas houve algo em cada um de nós, que nos trouxe a este lugar. Entrámos nesta viagem e fizémos uma longa caminhada até este dia.
Tudo comecou com as praxes; houve risos, chóros, gritos e cancões que se foram prolongando ao longo destes três anos! Foi aí que iniciamos a nossa “carreira” musical, teatral, artística e muito mais…porque para sermos Educadoras tivémos também que educar a nossa parte humana.
Este princípio foi-nos transmitido pela Escola e, entre todos, formámos uma grande familia. Partilhámos as nossas felicidades e, no fundo, nós próprias…é sempre uma recompensa quando temos tempo e espaco para partilhar.
Juntamente com isto, aprendemos e fomos desbravando, cada vez mais caminho…Iremos recordar as aprendizagens que os Professores nos possibilitaram e, para sempre, lhes ficaremos gratos.
Aos pais, amigos, às colegas e a todas as pessoas que nos apoiaram nos momentos mais difíceis e que, ao nosso lado, estiveram nos melhores momentos…um grande obrigada por nos ajudarem a chegar até aqui!
Às criancas que foram o vento que nos empurrou nesta viagem e com certeza que nos levarão muito mais longe…Obrigada!
Assim, ficam as páginas de um livro que não terminou e que apenas abriu, mais um dos seus capítulos…
Aqui deixamos o nosso ultimo testemunho sobre aquilo que éramos, quando aqui chegámos; sobre o que crescemos, durante o tempo que cá estivérmos, e sobre aquilo que esperamos vir a ser…”  
Rita Ribeiro Madureira  (Testemunho lido na Basilica da Estrela, 1996)

Este texto encontrei-o há poucos dias atrás, no sótão da minha casa na Suécia. Tenho de confessar que as palavras me tocaram e que, ainda hoje, as sinto verdadeiras.
Depois de doze anos no estrangeiro (tudo comecou com o Projecto Erasmus!) e de ter aberto muitos novos capitulos na minha vida, a Escola continua a dar-me sentido e rumo. É fantástico que, depois de tantos anos, os Professores nos continuem a receber de bracos abertos! Acima de tudo, sinto que é uma Escola intressada em partilhar, aprender e se desenvolver, abrindo sempre novos horizontes.
Hoje, tenho o titulo de Atelierista num dos Jardins de Infancia mais progressivos da Suécia inspirado no Modelo Pedagógico de Reggio Emilia. O Jardim de Infância foi desenhado de raiz por um famoso arquitecto Suéco e o projecto foi apresentado num seminário de “Educacao e Arquitectura”, na cidade de Reggio Emilia, em Itália.
Eu sou responsável pelos dois ateliés e lidero o trabalho pedagógico do Jardim de Infância. Como atelierista, tenho o papel, entre outros, de proporcionar às criancas todas as linguagems de expressao creativa para o seu desenvolvimento.
Frequento um “Curso de Atelierista” no Instituto Reggio Emilia em Estocolmo e um curso na Universidade de Skövde de “Documentacao pedagógica com apoio de IT”. Tenho também formacao em Drama, Conservacão Paisagística e em Reggio Emilia.
A viagem continua mas, aqui fica mais um testemunho…em nome das criancas!Obrigada e boa sorte,
                                                                            

A procura de um caminho

Bruno Roseiro
Educador de Infância, licenciado pela ESEI Maria Ulrich em 2004

Recuando alguns anos, vejo um caminho percorrido com experiências variadas, ricas e interessantes para aquilo que eu considero ser um Educador de Infância: alguém que além de gostar de crianças procura um saber constante, uma educação permanente.
Desde o início da minha formação que fiz por acompanhar os mais variados acontecimentos, na área educativa, que me permitissem crescer não só como profissional mas também como pessoa.

Lembro-me das vezes em que, preocupado com as minhas possibilidades de conseguir, ou não, encontrar uma entidade empregadora de qualidade, fui procurando as diversas saídas de trabalho, possiveis para um Educador de Infância. Posso hoje dizer que passei por muitas dessas possibilidades.

Logo a seguir à entrega de diplomas, surgiu-me a oportunidade de trabalhar como babbysiter de uma criança, cuja familia me permitiu conhecer terras além fronteira. Não podia haver melhor altura pois, sendo recém-licenciado, permitiu-me viajar por países, como Espanha, Itália e Grécia, antes de entrar no verdadeiro mercado de trabalho educativo.

Mais tarde, segui o caminho comum a tantos outros ao conseguir trabalho, por substituição de parto, numa sala de creche/jardim de Infância. Foi então que entrei no ritmo institucional de sala. Esta experiência possibilitou-me realizar das mais fantásticas actividades que realizei com crianças, pois tinha pela primeira vez um grupo todo por minha conta, e na valência de creche! Uma altura em que as crianças estão mais receptivas do que nunca, pois encontram-se numa idade em que iniciam a entrada no mundo do social, das aprendizagens com o outro. Como contava apenas com esta experiencia durante poucos meses, ao surgir a possibilidade de entrar no Estado - rede pública , através dos concursos públicos da Secretaria Regional de Educação, da Região Autónoma da Madeira, decidi aceitar o desafio, recebendo o precioso incentivo de familiares, antigos professores, colegas de profissão e amigos.

Foram 9 meses que me permitiram explorar o que é estar por conta própria. A bem da verdade, realizava diversas vindas à terra dos “cubanos” (Continente), mas serviu como prova de fogo a alguém que ainda não tinha tido uma verdadeira experiência de pessoa independente e com uma casa para gerir. A outra vertente de destacar foi a nível pessoal/relacional. Encontrei ao longo deste periodo, algumas pessoas por quem mantenho uma grande consideração, dentro da instituição, onde trabalhei, assim como fora dela. A titulo de exemplo, alguns colegas pertencentes ao corpo docente e não docente, alguns pais de crianças da minha sala, e pessoas pertencentes à tuna popular de Machico, que me receberam com grande afecto e me mostraram alguns aspectos da cultura Madeirense, que sózinho não teria conhecido.

No entanto, em termos de educação, pessoalmente, permitiu-me conhecer o lado “”crescido”, “responsável” e “maturo” da educação. Já no final destes 9 meses, frequentei uma acção de formação, sobre Filosofia na Educação e Avaliação Filosófica, numa escola secundária do Funchal. Desde então, abriram-se portas para a parte social, propriamente dita, que tanto me faltava. Fui calorosamente recebido por um grupo de Filósofos, professores nessa escola, na área da Filosofia e Psicologia, por quem nutro um grande carinho e amizade. Comecei então a fazer caminhadas, levadas (caminhadas ao longo de percursos de àgua não naturais que percorrem a ilha), jantares e saídas à noite.

Ao final destes meses todos posso dizer que conheço a Madeira como nenhum turista conhece!

Mesmo durante os meus tempos em terras insulares, não descurei a procura por outra oportunidade. Graças a uma grande amiga e colega de curso, o meu Curriculum Vitae foi entregue aos serviços de uma das mais bem conceituadas instituições do país: a Santa Casa da Misericódia de Lisboa.

Deu-se assim, inicio a um exaustivo processo de selecção. Ao conseguir ultrapassá-lo com sucesso, dei entrada numa realidade profissional que por ora, penso não deixar tão cedo: Educador de Infância num Lar de Acolhimento de crianças e jovens, fazendo parte de uma equipe pedagógica, com as melhores condições que me permitem fazer um trabalho de qualidade. Trabalho este com caracteristicas particulares em que, ora fico esgotado pela sua exigência relacional, com as crianças/jovens, ora fico completamente derretido com o retorno afectuoso que delas advém. Uma realidade dificil, com experiências muito complicadas mas que, com o passar das horas, dos dias, tudo o que me vai sucedendo é tão positivo que sinto que finalmente encontrei o meu espaço na Educação.

Olhando então para trás, atribuo como responsáveis do que tenho conseguido, dois factores: a relação, que me é inerente, e o contributo da Escola em que me formei, a qual me permitiu, através de um curriculo académico bastante diversificado, abrir horizontes teóricos e conhecer variadas práticas pedagógicas, assim como, fomentar o desejo da busca e aprendizagem.

4 de Maio de 2007

Isabel Marques
Educadora de Infância, licenciada pela ESEI Maria Ulrich em 2003

E tudo começou há algum tempo atrás...quando acabei o 12ºano tinha a certeza do que queria fazer, mas estava cansada e resolvi “to take a year off”. No mês de Outubro de 1998, comecei a trabalhar como monitora num ATL, então ganhei ainda mais certezas…

Em setembro de 1999, iniciei a minha licenciatura em Educação de Infância, na ESEI Maria Ulrich. Foram 4 anos de descobertas, partilhas, novas experiências, desafios muito,muito enriquecedores a nível de formação pessoal e profissional.
Aprendi a conhecer-me melhor a mim mesma, para assim poder conhecer melhor os outros, aprendi a reconhecer as características e necessidades das crianças em cada etapa do seu desenvolvimento, considerando, no entanto, cada criança como um ser único, em crescimento, e com um ritmo particular, foi preciso aprender a trabalhar em grupo, o que exige pratica e paciência, mas que se revela útil em quase muitos campos da minha vida: no trabalho, com a família, com os amigos, e até mesmo numa relação a dois….E as aulas de Plástica eram para mim o refúgio perfeito, entre memórias e novas técnicas, a imaginação e a criatividade…

Durante o primeiro ano desta formação, surgiu a oportunidade de trabalhar em colaboração com a Junta de Freguesia de Alvalade e a Câmara Municipal de Lisboa no, então recente, “Projeto RODA”, como dinamizadora de atividades de tempos-livres com crianças em risco.

Ainda durante a minha formação na ESEI Maria Ulrich, ocupei o cargo de coordenadora pedagógica de um ATL, ao qual se uniu a APEEA, numa escola publica. Quando terminei o meu curso em 2003, tive a possibilidade de desenvolver as minhas capacidades de coordenadora e liderar várias iniciativas nesta área do tempo livre com crianças, sempre em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, por mais 3 anos.

Em 2006, em virtude das mudanças implantadas pelo Ministério da Educação relativamente ao alargamento do tempo letivo nas escolas da rede pública, o ATL sofreu uma redução bastante grande. Foi então altura de mudança...voltei a investir na formação.

Em setembro de 2006,após um curso intensivo de Verão de Castelhano, fui viver para Barcelona, onde iniciei o curso de Mestrado em Direção e Gestão de Centros Educativos , na Universidade de Barcelona. Ali dificilmente escutava um “buenos dias” , mas antes um “bon dia” bem catalão e também bem familiar. Habituados por anos a receber estrangeiros vindos de todos os cantos do globo, os catalães são fantásticos anfitriões.

Tem sido uma experiência extraordinária e inesquecível e que me deixa muitas marcas e saudades...uma vez que os colegas estrangeiros optam normalmente por fazer este curso de uma forma mais intensiva durante apenas um ano lectivo, deixam a sua marca a partilha de conhecimentos: como funciona o sistema educativo nesses países, a sua realidade social e económica, a maneira como a sociedade encara os docentes nos vários continentes de onde são oriundos, etc.; e experiências com os vários colegas de diferentes nacionalidades ( Brasil, México, Honduras, Peru, Chile, etc). O dia-a-dia é marcado pelos desafios do Catalão (muito diferente do castelhano e indecifrável para quem escuta pela primeira vez!), produzir trabalho académico numa outra língua, procurar vocabulário técnico especifico, procurar trabalho para poder viver a experiência de integração na sociedade pelo mercado de trabalho e também para poder assim pagar os meus estudos como sempre fiz, a cozinha ( com o delicioso “pa tomaquet” e a “sobrassada”), os horários, que ninguém diria tão diferentes com apenas uma hora de fuso horário: comer mais tarde e mais vezes ao dia, deitar mais tarde ou quase não dormir como ritmo que corre nas veias dos catalães.

Enfim, os ritmos e as vivências de um país tão próximo mas tão distante, vizinho mas não irmão.  Durante os primeiros tempos tive dúvidas se os catalães realmente sabem situar geograficamente Portugal, raramente aparecemos no “Telediário” e nada do que acontece na nossa sociedade tem o impacto ou a repercussão que os acontecimentos de Espanha têm no nosso país. Sabe-se que o Benfica joga mal, uma vez que foi derrotado pelo Barça num qualquer jogo de futebol e que se indignam com o inquérito feito á população portuguesa ao qual 30% respondiam que gostariam de ser espanhóis...consideram que somos estranhos e sem qualquer tipo de nacionalismo, e quase que se oferecem para trocar connosco depois da Catalunha lutar vez após vez pela independência. São as “bromas” (piadas) que fazem habitualmente quando digo que sou portuguesa, mas com um sorriso me acolhem e me integram, um sorriso que diz sempre: bem-vinda!

Os conhecimentos adquiridos nos mestrado ajudaram-me, não só a ponderar a minha experiência profissional de outro ponto de vista, mas também a projetar  o valor dado á qualidade em educação. Sendo a qualidade em educação um tema subjetivo e divergente, é trabalhado de forma particular em cada caso, cada pessoa ou instituição, sempre com vista à evolução progresso e melhoramento dos procedimentos e processos do quotidiano de cada centro educativo. Deve-se assim pensar uma equipa dedicada a trabalhar a melhoria e evolução das condições dentro de cada instituição, por exemplo: processo de matricula, integração de pessoal docente na cultura interna de um centro educativo, condições físicas e melhor organização do espaço físico. Mais que um formula matemática ou um método especifico, é antes um processo de avaliação, planeamento , acção e avaliação com vista a uma nova intervenção, que terá um ritmo particular e uma meta especifica de acordo com as necessidades únicas de cada centro educativo. Abrindo-me assim uma perspectiva muito mais ampla do mundo da educação.

 

Maria Elisabete Luís - aluna finalista                                                                                                                                                                Junho de 2008

Estar na ESEI Maria Ulrich tem sido um privilégio. A formação humana, técnica e pedagógica é uma referência. Na ESEI Maria Ulrich, devido às dimensões físicas da Escola, vive-se num ambiente muito familiar e acolhedor, onde cada discente é tratado de forma única e individual.

Nesta Escola não me sinto um número ou mais uma aluna, mas sim uma aluna cuja voz é ouvida, cujas opiniões são valorizadas, cuja identidade é conhecida!...

Sendo uma aluna finalista posso dizer que estes 4 anos têm sido de trabalho árduo e intenso, mas também ricos em aprendizagens e em vivências cuja lembrança sei que vou manter viva na minha mente, mas mais ainda, no meu coração.

 

Ana Raquel Fresco 
4ºAno - Turma B

Sou finalista da Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich e foi com base nesta pedagogia aberta que me formei, não só profissionalmente como também contribuiu para a construção do meu Eu.
A minha escolha baseou-se essencialmente na procura de uma escola que correspondesse aos meus ideais, e foi aqui que os encontrei.

Esta escola promove a acção educativa de uma forma prática, só assim temos consciência das nossas capacidades enquanto futuras Educadoras.

As práticas pedagógicas (os estágios) demonstraram ser um excelente alicerce proporcionando-me segurança e confiança, para que no futuro exerça a minha função enquanto Educadora de uma forma mais adequada e tranquila.

Nestes momentos de aprendizagem pude observar, reflectir, analisar e avaliar diferentes pedagogias e formas de trabalho, situações estas bastante enriquecedoras onde recolhi conhecimentos que permitissem alargar os meus horizontes.

A escola ensinou-me que “Devemos atirar-nos ao mar alto longe da inércia da praia e da inércia da areia... A rotina mata muita vez, e uma Educadora adormecida que vida poderá transmitir às outras Educadoras e às suas crianças? “    (Maria Ulrich)

Apesar do “mar alto” se fazer sentir nos dias de hoje ao nível da colocação no mundo do trabalho, consegui um contrato com uma Instituição. Esta situação deve-se não só à pedagogia desta escola, que priviligia o espírito de equipa promovendo a relação com o outro, como também ao esforço e dedicação pessoal ao longo de todo este percurso.

Espero que o meu testemunho sobre a minha passagem por esta escola suscite entusiasmo e vontade de percorrerem um caminho semelhante ao meu. Aproveitem para crescer como pessoas e como futuras profissionais.

Em suma: Apostem no vosso futuro, investindo nele agora.

“Esta é uma Escola que se pretende MODERNA. Moderna no sentido de actuar adaptada às condições e aspirações da época presente.

... O que a escola deve dar, essencialmente, é uma possibilidade de critério de escolha, de discernimento, de procura e descoberta pessoal...”    (Maria Ulrich)

 



Visitantes: 932791

2005 Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich.Todos os direitos reservados.